
Onde está seu rosto para meu beijo?
Sem se ver o toque fugídio das penas
quase cálidas de vida na minha vida
Estou a mercê da sua ventania.
Um dia o poeta Gilberto Mendonça Telles escreveu: ''Agarro o azul do poema pelo fio''. Eu ,com minhas peripécias na sintaxe contornando uns versos para o própria palavra Já acho um fio azul em cada poema amarelado que dou...



_Destranco a trinca do céu
Abro-me
debruço os braços na janela a suspirar....
O vento está a ventar
Nas ilhas da brancura suprema...
e é só em suas margens
que mostro-me coberta de palavras.
Para minha nudez tímida
tenho mantos de afago.
Pra minha simples ternura
ainda guardo um agasalho...
(Naquele velho armário)
Sou toda de pele morena
de sol brasileiro
mas cá fico tomada de clara essencia corada.
Quando em suma escrita
os punhos, os dedos
sulgam do papel e da tinta
O verso prosiado por desígnios do mar...
_Fecho a janela do meu vilarejo
A lua ainda me fita em madrugada.