quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Colombina


Ela que só via os confetes colorirem o ar

a correr como menina atrás do bloco.


Só abria sorrisos no carnaval...


(Sabia que nesses dias, as pessoas eram felizes

se entregavam umas as outras que chegavam

até perto do viver, da vida)


No efêmero cheiro da brilhantina e dos alcooides

joravam dinate a presença vivaz,


As máscaras do pierrot e do arlequim...

Que se completam formando

o que ela era unicamente.


Precisava dos dois pra se ver

entre serpentinas nas matinés

entre rodopios corporeos de ambas as danças

entre o amor triste, entre o amor alegre

entre o amar.


Ela só abria seus mistérios no carnaval...

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