
Ela que só via os confetes colorirem o ar
a correr como menina atrás do bloco.
Só abria sorrisos no carnaval...
(Sabia que nesses dias, as pessoas eram felizes
se entregavam umas as outras que chegavam
até perto do viver, da vida)
No efêmero cheiro da brilhantina e dos alcooides
joravam dinate a presença vivaz,
As máscaras do pierrot e do arlequim...
Que se completam formando
o que ela era unicamente.
Precisava dos dois pra se ver
entre serpentinas nas matinés
entre rodopios corporeos de ambas as danças
entre o amor triste, entre o amor alegre
entre o amar.
Ela só abria seus mistérios no carnaval...
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