domingo, 20 de janeiro de 2008

Amor único


Faça-me um café, meu bem.


O abismo, gotas de quimera em rastros pequenos de solidão,

me faz querer algo forte que me lembre o campo, o seu cheiro...

(é, esse mesmo!)

tão tenro que expande seu corpo até na escuridão contendo sua fala,

entrelinhas da mesmice de suas traições, defeitos chulos!


É isso e muito mais, o que não se deve contar...

O meu tormento noturno que cambaleia, tropêgo ao afeto atroz

me buscando em cada pedaço de mim!

Doe até a ferida não se haver mais de tristeza sondada...

(Ainda me buscas mais, me rondas mais).

Em todas as minhas faces, você há de passar.


Não suporto tudo isso! (é muito).

Ei de dormir, meu amor...

Depois deite aqui ao meu lado e não esqueça de deixar as luzes acessas,

por favor! Não gosto e eu já devo ter dito que não gosto da escuridão.

Boa noite.

Te amo.

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