
Desprende-se de mim num suspiro cálido...
Leva-me tudo!
A vida azul turqueza , esbranquisada dos meus acalentos longos,
o resíduo fresco da alegria pouca e da ternura exorbitante
aos meus traços,
Recolhendo-me todas as borboletas...
Todo o tempo do vento que gostava só de ver passar
pingando no meu dorso opaco, o retorno das águas fluidas em tristeza
Eque agora, diante de uma face constante
Existe uma louca, demente de procura sem cor
(Minha vida em dor)
Meu Deus, protegei-me,
(sua filha oscilante e dispersa no mar).
Faça com que retornes
Não a carne ou a presença amada
Peço-lhe a volta de algo que não tem nome,
que nunca tive, que talvez não caiba na poesia
E eu por falta de dias e palavras
prefiro chamar de sonhos.
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